distorção cognitiva

Desconsiderar o positivo

Isso não é um diagnóstico nem um traço de personalidade. Se você se reconhecer aqui, é um convite para considerar com cuidado outras explicações, e não se rotular.

O que é

Uma experiência positiva é atribuída à sorte, considerada insignificante ou tratada como se não contasse.

Como surge e se mantém

Tomar o bom como «sorte» ajuda a conservar uma visão familiar de si mesmo ou do mundo. Se «tenho azar», então qualquer sucesso se explica pelo acaso e não pelo próprio esforço. É sustentado pela comparação com um ideal e pela desvalorização de pessoas significativas no passado.

Como pode aparecer

  • «Só me elogiaram por educação.»
  • «Sim, consegui, mas a tarefa era fácil demais para contar.»

Sinais suaves em você

  • Elogios causam desconforto e vontade de explicar logo por que «não conta».
  • O sucesso é atribuído à sorte, a outras pessoas ou à facilidade da tarefa.
  • É difícil simplesmente dizer «obrigado» e aceitar o elogio.
  • Depois de um evento bom, o humor não melhora, como se não tivesse acontecido.

Perguntas para um diálogo socrático

  1. Que esforço ou decisões reais levaram a este resultado?
  2. Se outra pessoa tivesse mostrado o mesmo resultado, você o desconsideraria do mesmo jeito?
  3. O que impede de simplesmente aceitar que algo deu certo aqui?
  4. Se você tirar a explicação «foi sorte», o que sobra?

Exercício por sua conta

Aceitar o bom sem ressalvas

  1. Lembre de uma conquista ou elogio recente.
  2. Anote o que você realmente fez para que acontecesse.
  3. Formule um pensamento que reconheça sua contribuição sem «mas» nem «foi sorte».
  4. Durante a semana, anote a cada dia um fato que antes você teria desconsiderado.

Crenças profundas às quais pode estar ligado

  • ««Não mereço o que é bom».»
  • ««O bom é acaso; só o que é meu é o ruim».»
  • ««Aceitar elogio é se exibir».»
  • ««Se eu admitir o sucesso, vou parar de me esforçar».»